20 de abril de 2011

Meu coração ainda és pequenino

 Queria fazer alguma coisa diferente, uma loucura, talvez. Mas não sei como nem qual. Não sei bem o porque desta minha vontade, mas gostava.
 Falta-me alguma coisa, o meu coraçãosinho, com ele nao sei se posso contar, porque ultimamente, onde me meto sai sempre com mais uma ferida, ele tem-se tornado forte, mas não sei porque, à momentos em que se torna fraco como a pele de um bebé, na verdade o meu coração é mesmo isso, um bebé. Ainda nao cresceu o suficiente, desde que nasci que já se meteu em vários sarilhos e sempre conseguiu ser forte para os suportar, mas acho que mesmo assim ainda está frágil demais. O meu coração prega-me partidas!
 Ultimamente, quem tem mandado em mim é a minha cabeça. Tenho agarrado o meu coração, porque se o largar, sei que ele vai fugir e nao sei bem se é para bons caminhos e esse é o meu mal, nao saber para que direcção ia. Será que o devia deixar solto? Ele assim, iria sofrer mais um bocadinho, ia-se tornar mais forte, o meu bebé ia crescer, talvez se torna-se num forte adolescente.
 Vou mete-lo à prova, vou soltá-lo durante uns tempos, vou-o deixar voar, tal como os pais deixam voar os seus filhos quando eles crescem. Mas coração, tem cuidado, sim? Faz isso por mim. Quanto menos sofreres melhor para mim, melhor para ti. Se nao sofreres continuas solto que nem um passarinho. Assim, a minha cabeça fica sem menos uma preocupação, porque ela age conforme a razão, e sabes uma coisa? Os sentimentos são livres, quem sente age sem razão, o coração sofre porque quer, e muitas vezes nao tem razão.
 Vou tentar explicar-te de uma forma mais fácil, a cabeça pensa, usa a razão, o coração sente, nao tem limites. Percebes-te?
 Agora, estou nas tuas mãos!


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