Ela via-o no fundo do caminho, ia andando, caía e levantava-se, tropeçava em pedras e recompunha-se. Por mais que ela desse passos grandes, pequenos, corresse , andasse, ele nunca parecia mais perto. Ela pensava que talvez fosse uma miragem, mas a sua pequena mão pálida, conseguia senti-lo. O seu nariz, conseguia cheirar o perfume dele. Ele estava ali,mas ela não conseguia chegar perto dele, ela gritava o seu nome, ele respondia dizendo "Estou aqui!", ela corria, olhando sua face com um olhar intenso e ternurento, mas não chegava perto dele. O pensamento daquela rapariga pequenina só via aquele rapaz. Sua mente andava a mil voltas, sempre pensando nele e numa maneira de chegar mais perto daquele moço de olhos verdes. As suas forças eram fortes e cada vez mais fortes, cada vez que se lembrava que se lutasse poderia estar com ele, a menina sorria. Um sorriso sentido e bonito, simples mas que tocava em qualquer pessoa de uma forma intensa.
A menina andou, andou, andou durante três dias, o Sol nascia e morria. Durante duas noites ela viu assim o Sol e as estrelas, ela sentiu o frio e o calor, mas nunca parou. O caminho nao acabava, foi na ultima noite que a menina cansada, sentou-se numa pedra, calada , fechou os olhos, deixou cair uma lágrima na sua mão, fechou-a , secou os olhos " Vou desistir, percorro este caminho sem fim, nao me leva a lado nenhum, tu nunca apareces diante de mim, e eu estou a ficar perdida. Peço mil e uma desculpas, mas nao consigo mais, as minhas pernas já não têm muita força e a minha mente está tão pesada" foi os pensamentos da menina, mas as palavras iam saindo da sua boca sem ela controlar, mas foi interrompida com a mesma voz que já tinha ouvido à uns dias atras "Chiuu. Não fales." Foram as únicas palavras do rapaz.
A menina deitou-se numas folhas castanhas e amarelas, fechou os olhos e adormeceu, o sol batia-lhe no seu corpo e aqueceu-o, e desta forma sentiu-se elevar no ar, agarrada por uns braços que já eram seus familiares, mas deixou-se levar, queria saber onde a levava.
Levou com uma brisa fresca e um cheiro que à tanto queria sentir. Os braços dele deixaram de a agarrar, depois de a deitar no chão. A menina sentou-se e a seguir abriu os olhos, estava na areia, e tinha diante dos seus olhos o mar que tanto queria sentir e a areia em que tanto queria tocar, só faltava o rapaz. Embrulhou os braços à volta do seu próprio corpo e disse em voz baixinha "Desapareces-te. Deixaste-me noutro caminho sem fim" ele respondeu, mas desta vez com uma voz mais real "É só olhares para tráz. Eu estou aqui".
A menina olhou para tráz e viu o rapaz de olhos verdes brilhantes. "Estou aqui pequenina e nao vou sair, descansa." A menina abraçou o rapaz e só conseguiu dizer " Ainda bem" e deixou no ar aquele sorriso puro que só ela tem o poder de conseguir fazer.
E no areal ficou: Por vezes tens que estar no sitio onde queres para conseguir ver bem as coisas.

Sabes o quanto eu gosto deste texto +.+
ResponderEliminarEu amo-te minha Miriam @
Asi: Joana
Adoro o texto do BodyBoard c:
ResponderEliminarAinda bem que encontras-te um sítio onde podes postar os teus textos :)
Beijo da Cris :D