6 de janeiro de 2014

Pois é, o ano 2013 terminou e com ele ficam muitas histórias, mas sobretudo um ponto final de uma história de amor, que para mim apesar de nunca querer o fim, teve que ser e só tenho que aceitar isso, sei bem que os meus últimos cinco meses do ano foi a tentar esquecer uma pessoa que por tudo só a queria lembrar, mas não se pode viver agarrada ao passado, não se pode viver de memórias e desejar que o tempo volte atrás. Por isso, quando passou o Natal sai de Lisboa, deixei a minha rotina ao qual estou habituada, entrei no autocarro rumo a Arcos de Valdevez, e com sinceridade não poderia ter feito melhor! Lá não sei o porque já no Verão tinha conhecido um rapaz, muito bonito por sinal e o qual o sorriso me dizia alguma coisa, mas de facto quando estamos completamente apaixonados por uma pessoa nada mais importa, e naqueles dias de Verão o sorriso dele não passou disso mesmo, de um sorriso, pois embora a minha história com o outro rapaz já tivesse terminado, sei bem que o Verão foi com o pensamento nele. Mas pondo os pensamentos mais atualizados, lá fui eu para as terras do Norte!
As saudades da minha irmã já eram imensas mesmo, e da minha sobrinha, dessa pequena nem se fala, está tão engraçada, com as suas brincadeiras de menina que está quase a fazer dois anos. Realmente a infância é a altura mais bonita da vida de alguém não só porque não nos apercebemos dos problemas, e também nos divertimos com pequenas coisas, como também influenciamos todos os que nos rodeiam. Pois todas as palavras ditas ou pequenas atitudes são engraçadas e motivo para soltar uma gargalhada!
Mas voltando ao rapaz, tivemos uma noite juntos a tomar conta da pequena da minha sobrinha, ele é de Arcos, e vê mais a miúda do que eu, que passo imensos meses sem a ver, com muita pena minha. Tomei conta dela, porque houve um torneio no café onde a minha irmã e o marido trabalham, nestas pequenas terras tem que se ser inovador para chamar clientes e estes torneios foi uma tentativa disso que por enquanto tem frutos para resultar! Mas como é obvio um torneio de sueca chama algumas pessoas, e com isso, pouco tempo e menos paciência para tomar conta de uma bebé, além disso, na minha opinião nesses dias não é bom uma criança andar lá no meio. Foi por estes motivos que surgiu a solução de eu ir para casa do rapaz com a minha sobrinha, como eles são conhecidos, ela não iria estranhar as pessoas.
Tive com a família dele durante um tempo na sala, todos a ver televisão, mas quando o programa terminou foram-se deitar, menos o rapaz que ficou comigo até eu me ir embora. Ficámos os dois a tomar conta da miúda. Sem qualquer explicação até agora, ele mexeu comigo e não foi pouco! Conheço muito pouco dele, mas não me importava de conhecer tudo, no entanto não sei se quero, ao conhecer tudo posso gostar e ele é de longe, não iria correr bem, já para não falar que tenho medo de gostar de alguém.
Por muito que quisesse ter estado com ele mais dias, não deu, nem nos despedimos um do outro, mas tentámos, no entanto, em vão! E foi com o pensamento neste rapaz, entre prós e contras, mas com muito positivismos em relação ao amor e a tudo o resto, que meti os pés em 2014, espero que seja um ano com muitas surpresas, novas pessoas, novas amizades e prevalecendo sempre as velhas!
Contudo, o meu tempo de estar fora da minha casinha chegava ao fim, e embora tenha tentado estar mais vezes com o rapaz, não deu, nem nos despedimos, e bem tentámos mas em vão. De regresso a Lisboa os meus pensamentos andavam à volta dele, recordava aquela noite, os sorrisos que tivemos, os momentos engraçados que aconteceram e dizia para mim mesma 'as coisas boas são sempre de longe'. Já em casa, apercebi-me que tinha saudades dele, mas saudades do que? Pergunto-me a mim própria, da ilusão de como seria se tudo fosse diferente? Eu já sei bem o que é sofrer por alguém e sei que não quero isso novamente, mas não posso ter sempre medo de tentar e arriscar, sempre gostei disso. E apesar de pensar que agora só íamos quebrar o contacto, acabo surpreendida. Enquanto estive lá íamos falando, e de regresso a casa isso, continua a ser assim, temos falado todos os dias, não durante todo o dia, porque somos de redes diferentes e só falamos pelo facebook. Então chego a casa e a minha ansiedade é ligar o computador e desejar que ele esteja online e se for preciso inventar algum assunto para falar com ele, que por acaso nem tem sido preciso e ainda bem!

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