A sua maior paixão era o mar, a areia, a praia. Mesmo naqueles dias em que o Sol é escasso ela adorava sentir o areal nos seus pés, e principalmente gostava da praia quando estava deserta, sentia que aquela praia lhe pertencia, era só dela, óh e o que ela gostava de sentir isso.
Aquela rapariga adorava vestir uma camisola de Inverno, meter os fones nos ouvidos e ir para a praia, sentar-se na toalha à beira mar. E foi o que fez naquela cinzenta tarde. Quando estava sentada na sua bonita toalha verde, ela adorava a cor verde, avistou no mar um rapaz bonito. Segundo os seus pensamentos era o rapaz mais bonito que alguma vez tivera visto. Deitou-se a olhar o céu, adormeceu, quando acordou olhou para o seu telemovel, eras 17:43m, ainda nao era tarde. Descalçou-se e foi dar um passeio à beira mar, pensou em muitas coisas, apesar do passeio nao ser daqueles duradouros passeios que custuma dar, pois o seu pensamento nao esquecia aquele surfista, e o seu corpo parecia que se virava para trás de minuto em minuto para nao o perder de vista. Passado uns minutos, voltou à sua toalha verde, sentou-se.
Estava a ver algumas pessoas a sair da água, porque estava a ficar um frio, que se penetrava no corpo como picos. Mas a rapariga continuou imune na toalha. E foi quando olhou para a frente que viu o rapaz, a andar na sua direcção. Enrolou-se como uma bolinha e baixou a cabeça, ouviu uns passos a passar ao seu lado, pensou que fosse o rapaz, e quando levantou a cabeça e olhou para a frente, tinha o rapaz quase a tocar-lhe no ombro. Ficaram a olhar fixamente um para o outro, durante algum tempo. Derrepente a rapariga setiu o frio a entranhar-se na sua camisola e olhou para o corpo do rapaz, estava molhado, ela levantou-se rapidamente, deu-lhe a sua toalha verde e enrolou-se nela. Ele disse:
-Está ali a minha toalha e a minha mala.
A rapariga ficou fascinada com a voz, com a cara, com o corpo, com os olhos verdes, ela ficou fascinada com o rapaz. Ela olhou para o rapaz de olhos verdes e começou a andar na direcção das coisas do rapaz. Sentaram-se na toalha dele, e ali ficaram durante um tempo. O pouco que disseram foi suficiente para se conherem.
Quando a rapariga chegou a casa, deitou-se na sua cama, e quando mexeu na sua mala é que reparou que não tinha a sua toalha verde e que o rapaz a tinha levado. Ela só desejava encontrar novamente aquele rapaz, nao pela toalha verde, mas por ele. Ela queria-o ver de novo, queria-se sentar novamente ao lado dele, queria-o ver na água com a sua prancha, queria-o ver outra vez enrolado à sua toalha verde.

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